Kathmandu: dicas práticas do que fazer na capital do Nepal

por Flávio Mendes
Kathmandu

Kathmandu é a maior cidade do Nepal, fica a 1400m de altitude em meio a um vale circundada por montanhas e foi fundada a mais de 2000 anos. Já foi uma das 3 cidades reais do Nepal, junto com Patan e Bhaktapur.

Antes mesmo do avião aterrissar, já era possível ver que o Nepal é um diferente. Kathmandu parece estar em ruínas, ainda mais depois do terremoto de 2015 que arrasou o país.

Sabia que o Seguro Viagem Ásia é muito importante?

O continente asiático é responsável pelo maior número de acionamentos do Seguro Viagem. Muita gente acaba passando mal, seja pela alimentação ou pelo calor excessivo que faz por lá. A Seguros Promo é um comparador de seguro viagem que tem o melhor preço garantido. Ela trabalha com as melhores empresas de seguro viagem do mercado.

FAZER COTAÇÃO

Durante o trajeto do aeroporto até o bairro de Thamel, pude ver uma cidade em degrade. Muitas construções feitas de tijolos e barro, bairros um pouco mais “inteiros”, vacas andando pelo meio do trânsito e poeira para todo o canto.

O trânsito é caótico em algumas partes da cidade, sendo que em muitas partes não existe calçada e ruas asfaltadas. São pessoas, vacas, tuk tuks, carros e tudo que você imaginar andando junto pelas ruas.

Kathmandu

Dos 45 dias que fiquei no país, 2 semanas foram em Kathmandu. Apesar desse contraste todo, você vai encontrar um povo feliz e sorridente, mesmo passando por tudo isso. O país é extremamente barato, a comida é muito boa e sua história e cultura são surpreendentes.

Para quem procura esportes radicais e se conectar com a natureza, o Himalaia está ali, a apenas algumas horas de ônibus. Sem planejar nada e por conta própria fiz um trekking de 7 dias por uma de suas montanhas, algo que recomendo fortemente para todos.

Dicas básicas

Temos um post contando tudo que você precisa saber antes de conhecer o país, mas iremos reforçar algumas dicas básicas sobre Kathmandu.

  • Poluição – use uma máscara para andar pela cidade, principalmente onde tem muito trânsito. Muitas ruas são de terra, muitas construções ainda estão destruídas por causa do terremoto e a poeira que paira no ar é constante. Em 2 dias na cidade fiquei mau, com muita tosse e só depois resolvi comprar essa máscara.
  • Eletricidade – o país sofre com cortes de luz diários, diversas vezes ao dia. Ora parte da luz é cortada, ora o wifi, ora tudo é cortado, não necessariamente acontecendo nessa ordem. O bairro de Thamel não possui luz urbana, portanto, apenas a luz dos hotéis e comércio é que iluminam as ruas.
  • Hospedagem – não só em Kathmandu, mas em todo país, as acomodações, mesmo as melhores, são bem simples. Tenha isso em mente e vá aberto para se adequar a cultura local.

Como chegar

O principal aeroporto do país é o Tribhuvan International Airport que fica em Kathmandu. Há quem chegue vindo por terra da Índia, mas não posso opinar sobre, pois não foi o meu caso. O aeroporto de Tribhuvan fica a cerca de 8km do bairro de Thamel, o bairro dos mochileiros e o mais turístico da cidade.

Rickshaw-Durbar-Square

Rickshaws parados na Durbar Square

Para chegar até Thamel, é preciso pegar um taxi, transfer ou um ônibus local.

Taxi: os taxis não usam taxímetro e vão custar entre 600 e 800rs, dependendo da sua pechincha. No meu caso, um israelense que chegava no país perguntou se eu queria dividir um taxi e eu aceitei. Cada um pagou 350rs.

Transfer: entre em contato direto com seu hotel e veja se ele oferece esse serviço.

Ônibus: existem ônibus e mini vans que fazem o trajeto do aeroporto até o bairro de Thamel. É preciso pegar o ônibus que vai até o Ratna Park, um parque que fica bem próximo de Thamel. Eu utilizei esse serviço para voltar de Thamel até o aeroporto. O ônibus custa 20rs, muito mais barato que um taxi. É um ônibus grande, vermelho, diferente dos ônibus locais e ele passa na avenida lateral do bairro de Thamel parando dentro do aeroporto.

Onde ficar

O melhor bairro para se hospedar sem dúvidas é Thamel. É lá que ficam praticamente todas as hospedagens listadas pelo site do Booking. Também existem boas opções de hospedagem na região da Durbar Square, mas é preciso fazer um cadastro para não ter que pagar a taxa toda vez que você cruzar por essa região, principalmente se estiver hospedado nela.

Thamel-Kathmandu

Nas 3 vezes que passei pela cidade me hospedei em 3 lugares diferentes dentro do bairro de Thamel. O primeiro deles, local que voltei outra vez no final da viagem, foi no Katmandu Friendly Home, que fica bem na saída do bairro de Thamel, em um lugar um pouco mais silencioso. Pagava cerca de 700rs na diária em um quarto duplo com banheiro privativo, bem arrumadinho.

sherpa-Kathmandu

Sherpa pelas ruas de Kathmandu

O segundo hotel que fiquei, bem perto do outro, chamava Heritage Home. Era mais caro e pior que o hotel anterior, mas foi o que achei em cima da hora. Acabei deixando pra reservar em cima da hora quando voltei do Trekking pelo Himalaia e esse foi o mais barato que achei na região. A diária custava 1200rs para um quarto privado com banheiro.

Kathmandu

Vendedores locais pelas ruas de Kathmandu

O terceiro hotel que fiquei, já poucos dias antes de deixar o Nepal, foi o King’s Land Hotel Nepal, o mais simples de todos. Era um quarto privativo com banheiro que custava 800rs a diária.


Reserve seu hotel com o melhor preço no Booking

   Veja todas as opções de hotéis em Kathmandu


O que fazer em Kathmandu

As opções são grandes quando se pensa no que fazer em Kathmandu. Desde conhecer templos budistas e hindus, até ver uma cremação ao vivo ou experimentar a culinária local.

Conhecer o bairro Thamel

Como disse anteriormente, Thamel é o bairro onde a maior parte dos turistas ficam. É perceptível a mudança do local quando você cruza para dentro desse bairro. É nele que ficam a maior parte das lojas de trekking, de alpinismo e a maior parte dos hotéis de Kathmandu.

Thamel-Kathmandu

Pelas ruas de Thamel

Thamel-Kathmandu

Você vai notar a quantidade de turistas andando pelas ruas. A oferta de restaurantes é bem grande, indo desde os locais até alguns mais requintados. A vida noturna é agitada por ali, mas não indo até tão tarde. Conheça o local durante a manhã, caminhe durante a tarde após ter dado uma volta pela cidade e também conheça ele durante a noite.

Kathmandu Durbar Square

É uma das praças reais do país, onde ficam algumas das principais construções e templos. Infelizmente boa parte disso tudo foi destruída e danificada durante o terremoto que aconteceu em 2015. É preciso pagar 1000rs para conhecer ou apenas para cruzar a região.

Durbar-Square-Kathmandu

Durbar Square de Kathmandu

Como disse anteriormente, se sua intenção é se hospedar nessa região, peça uma extensão do seu ticket em um dos guichês de entrada. É preciso levar uma foto e mostrar o passaporte para conseguir uma extensão de 1 semana.

Swayambhunath

Também conhecido como templo dos macacos, o Swayambhunath fica no alto de uma montanha. Lá no alto fica uma das estupas sagradas com os olhos de Buda. A vista lá de cima é uma das melhores da cidade, porém é preciso enfrentar os quase 400 degraus para chegar no topo.

Swayambhunath-Kathmandu

Escadaria para o Swayambhunath

Swayambhunath-Kathmandu

Estupa do Swayambhunath

Swayambhunath-Kathmandu

Como um de seus nomes diz, existem muitos macacos que habitam o templo. Uma área é destinada a reza e cerimônias. Também é possível comprar souveniers ao redor do templo, o que vai custar muito mais caro. A entrada do Swayambhunath custa 200rs.

Boudhanath

É o templo budista tibetano mais importante fora da região do Tibet. A região é refúgio de monges tibetanos que fugiram do Tibet durante a invasão chinesa nos anos 50. Entre na estupa e vá andando por sua volta no sentido horário. Existem 3 níveis que é possível subir.

Boudhanath-Kathmandu

Monges em Boudhanath

Boudhanath-Kathmandu

Região do Boudhanath

Boudhanath-Kathmandu

Estupa de Boudhanath

Os olhos de Buda estão estampados em todas as faces do pilar central da estupa. Na região existem lojas e restaurantes, que dão uma vista ainda melhor a estupa. Existem diversos gompas na região, que são monastérios budistas, sendo possível conhecer alguns deles. A entrada para a Boudhanath estupa custa 250rs.

Pashupatinath

É o templo hindu mais importante do Nepal, dedicado ao Lord Shiva. É ao redor do rio Bagmati que diariamente ocorrem cremações a céu aberto. Pude presenciar algumas cremações a alguns metros de distância e posso dizer que é algo bem pesado.

Pashupatinath-Kathmandu

Pelas escadarias do Pashupatinath

Pashupatinath-Kathmandu

Cremação na beira do rio Bagmati

Pashupatinath-Kathmandu

Cremação em Pashupatinath

O complexo é imenso, existindo áreas que apenas hindus podem entrar. A entrada para o templo Pashupatinath custa 1000rs. O templo abre das 04h00 às 21h00.

Swayambhu Mandir

É outro templo não muito conhecido que fica próximo ao Swayambhunath. Descendo pela parte de trás do Swayambhunath, onde os carros sobem, siga para a direita da rua lateral. Esse templo abriga 3 estátuas de Buda.

Swayambhu Mandir-Kathmandu

Swayambhu Mandir

Bate-volta para Patan e Bhaktapur

Para quem não quiser se hospedar em Patan e Bhaktapur, é possível conhecer essas 2 cidades em 2 bate-voltas a partir de Kathmandu. Patan fica a cerca de 6km de Kathmandu enquanto Bhaktapur fica a 13km.

Bhaktapur

Bhaktapur

É possível pegar um taxi, que vai custar 500rs e 1200rs, respectivamente para cada cidade ou transporte local como mini vans e micro ônibus. Veja o relato completo sobre a cidade de Bhaktapur e Patan


Gostou do post? Então deixa seu comentário aí embaixo!!


Contrate o seu passeio em Kathmandu


Leia também

Inscreva-se
Notifique-me
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Veja todos os comentários

Estamos viajando pelo mundo desde 2015 e mostrando tudo para vocês aqui no Viaje Leve. Quer conhecer o mundo de uma forma diferente? Vem com a gente que te mostramos!

Sobre o Blog

Brasil

ViajeLeve.net © 2015 - 2024. Todos os direitos reservados.

Nós utilizamos Cookies para melhorar sua navegação pelo blog. Ok, tudo bem O que é Cookie?

0
Vamos conversar? Deixe seu comentário!x